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Release Subefeito


A banda começou em 2001, quando o vocalista Davi Ferreira junto com o baterista Leonardo Vargas de Moura fundaram o Korvo Punk. Ambos estavam no terceiro ano do ensino médio. O repertório inicial era composto por Ramones, Nirvana, The Offspring, Titãs e algumas músicas próprias. No ano seguinte a banda passou a chamar Comedores de Lixo.

Em 2003, percebeu-se que o nome Comedores de Lixo não era muito atrativo. Com a entrada do baixista Renato Rezende (o "Ratu"), a banda passou a chamar Subefeito e o nome "Comedores de Lixo" passou a ser o título do primeiro álbum, gravado no Estúdio Caraíva Music em Juiz de Fora - MG. A produção foi independente e teve grande colaboração do estúdio. O resultado surpreendeu: um álbum com qualidade profissional produzido com apenas três dias de gravações.

O álbum “Comedores de Lixo” não tem uma influência específica. Ele se aproxima do punk tradicional com letras de protesto direto como na música "Hierarquia"; músicas que falam do cotidiano e da pobreza como em "História Parecida" e "Diversão de Crianças"; músicas que protestam contra corrupção como em "Malandros"; e músicas que falam do tempo como em "Passando o Tempo". O som é cru, mas bem executado, bem timbrado e bem gravado. Foi o ponto de partida para a divulgação da banda e para as próximas composições e gravações. O resultado serviu de grande motivação.

Em 2004, o baterista Leonardo Vargas de Moura deixou a banda. Porém, produziu o design da capa dos três álbuns do Subefeito.

Em 2005, a banda foi contemplada com a Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Juiz de Fora - MG. Os recursos possibilitaram a prensagem do primeiro CD e a produção do segundo disco: o "Parque de Exposições". Desta vez com Anderson Costa no baixo e Arthur Carneiro na bateria. Gravação, mixagem e masterização por Rodrigo Itaboray.

O álbum “Parque de Exposições” teve muito mais recursos para ser produzido do que o álbum anterior, já que havia dinheiro da Lei de Incentivo à Cultura. Em vez de três dias, o processo de gravação durou cerca de quatro meses. A qualidade atingiu o nível profissional das grandes bandas de rock. O tema das letras se diversificou. Além do protesto, a autoajuda para vencer os problemas da vida está presente em músicas como “Escola do Erro”, a ilusão das drogas na música “Artificial”, o lado conceitual das relações políticas na música “Poder”, o sarcasmo e crítica à corrupção na música “Dr. Político da Patifaria”. Só não sobrou dinheiro para o "jabá".

Em 2006, Subefeito gravou o clipe da música "Dr. Político da Patifaria". O clipe escancara o comportamento dos políticos corruptos. Num primeiro momento mostra o personagem principal fazendo promessas à população pobre. Em seguida, mostra o político gastando o dinheiro do povo com prostitutas, drogas e luxúria. O clipe foi exibido no Programa Descarga MTV em 2009 pelo, então apresentador, Marcos Mion... e deu "pano pra manga".

Entre 2008 e 2013, Subefeito fez várias apresentações em Juiz de Fora e entorno, além de apresentações no Rio de Janeiro e Belo Horizonte. O trabalho sempre foi mantido com muito esforço e de forma independente. Houve várias mudanças na formação, mas a banda nunca deixou de ensaiar.

Foi a partir de 2013 que o Subefeito começou a planejar o terceiro álbum. O vocalista Davi Ferreira reuniu letras antigas que não haviam sido gravadas e compôs outras cinco músicas, além de uma pareceria com Eduardo de Andrade Pereira e Gabriel Costa Novo Pimenta Brandão na música "Reptilianos". O resultado do disco foi a evolução e maturidade musical da banda. A formação do terceiro disco contava com Anderson Costa no baixo, remanescente do segundo disco, e Aprígio Neto na bateria. Junto com Davi Ferreira na guitarra e voz, gravaram o álbum "Dizer o que tem que ser dito", lançado em junho de 2015. A banda ainda contava com Cássio Abex, na outra guitarra, nos shows ao vivo.

O álbum "Dizer o que tem que ser dito" reúne letras que saem do estereótipo punk, mantendo parte da ideologia. Há músicas em que o protesto é direto, como em "Todo Mundo Fede"; músicas que falam de amor, como em "Com Você"; que falam de atração carnal, como em "Tudo o que você sempre quis dar"; e que trazem o lado mais conceitual da vida: como quando você tem que chegar até alguém e, mesmo não querendo, precisa "Dizer o que tem que ser dito".

Em 2016 o Subefeito lançou o clipe da música “Reptilianos”, uma animação 3ds. Com direito a naves espaciais, viagem entre galáxias e Ets que babam; o clipe usa uma invasão alienígena surreal para fazer analogia à influência da TV no comportamento das pessoas. Os Reptilianos vêm de uma galáxia distante até a terra. Após conseguirem controlar o sinal das emissoras de TV, a invasão começa. Com os seus tentáculos, eles sugam o cérebro das pessoas através da tela das televisões. Para saber o final, só assistindo.

Pouco tempo depois do lançamento do clipe houve nova mudança na formação da banda. Que passou a contar com Allan Cardozo no baixo e Rafael Corrêa na bateria. O esquema do show voltou a ser o power trio.

Em 2017 a banda lançou mais um clipe de animação. A música “Tudo que você sempre quis dar” tem várias cenas de sexo explícito. Porém, a ideia da música é de que sexo não é tudo em uma relação: assista.

O clipe causou polêmica. O Facebook bloqueou a conta de anúncios do vocalista da banda acusando-o de divulgar pornografia.

Em 2018 a banda mudou de formação mais algumas vezes firmando com Roni Souza no baixo, Fabíola Martins na bateria e Davi Ferreira na guitarra e voz. No final do ano começou-se a produção do clipe "Terra para Todos" também em animação 3ds. O trabalho durou ao longo do ano de 2019 e o clipe lançado em Janeiro de 2020.

Subefeito toca no futuro - Clipe Terra para Todos

A letra da música foi feita por volta do ano 2000, 2001, ainda na banda Korvo Punk (2001-2003). O objetivo de "Terra para todos" é chamar atenção para algo que vem sendo dito até bem antes daquela época: a crise climática. A música é um chamado para a terra, nosso lar, nossa mãe, nossa razão de existir... e do que acontece ao passo que a matamos por dinheiro. A canção só foi gravada em 2015 no Álbum "Dizer o que tem que ser dito" do Subefeito.

O roteiro foi pensado pouco depois da gravação do álbum. A partir daí, juntou-se a experiência dos clipes anteriores, "Reptilianos" e "Tudo que vc sempre quis dar", que também foram feitos usando animação 3ds. No entanto, o roteiro de "Terra para todos" exigiu mais produção. Do roteiro ao clipe foram cerca de quatro anos, entre pesquisa e produção. No dia 8 de novembro de 2018 o roteiro foi passado a limpo, impresso e iniciou-se a produção das cenas. Em janeiro de 2019 a banda foi gravada e editada. No início de outubro terminou-se a produção das cenas em 3ds e na sequência foi feita a finalização da banda, que terminou no início de dezembro. O processo de renderização das cenas em 3ds se deu entre outubro e janeiro.

"Terra para todos" foi a produção mais difícil do Subefeito. Foram inúmeras dificuldades técnicas e financeiras para produzir uma animação tão complexa sem dinheiro. No entanto, a causa é maior, envolve tanto a questão ambiental e a vida no planeta, como também a satisfação de ter um clipe "top", que "dá pau" com bandas grandes, de uma música que marcou o Subefeito, mesmo que concluído cerca de 18 anos depois da composição.

Subefeito tem três discos, quatro clipes e muito mais que podem ser conferidos no site e no face.

Discografia:

Comedores de Lixo, 10 músicas, 2003 - Gravação: Caraíva Music

Parque de Exposições, 12 músicas, 2008 - Gravação: Rodrigo Itaboray

Dizer o que tem que ser dito, 11 músicas, 2015 - Gravação: Rodrigo Itaboray

Clipes:

Dr. Político da Patifaria, 2006 - Direção: Gabriel Penchel

Reptilianos, 2016 - Direção: Davi Alves Ferreira

Tudo que você sempre quis dar, 2017 - Direção: Davi Alves Ferreira

Terra para todos, 2020 - Direção: Davi Alves Ferreira

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